XIII - SOBRE O DIA DAS CRIANÇAS


Era uma vez
um mundo muito melancólico.
Assim...
Sem céu, sem sol, sem sal...
sem rio, sem rua, sem riso
nem bola, nem escola,
nem peteca, nem boneca...

O dadivoso Deus dividia consigo mesmo
a divina solidão
até Ele mesmo ver que isso não era bom.
“Assim não dá pra ser feliz” pensou o poderoso Pai.
Aliás, eu também não gostaria de viver num mundo assim:
Feio, frio, FAn-Tas-MA-gó-Ri-co...
Nem você, nem ninguém...

Mas aí o bom Deus resolveu
botar ordem na casa, no caos, no cosmos.
Desenhou o dia e fez nascer a noite
Para um, deu de presente o Sol
Para outra, sua irmã Lua.
E Deus , entusiamado, curtiu sua criação.
E mais...
Numa das manhãs,
brincando pelas-praias-de-paixão-de-pai
foi espraiar-se no mar e povoar os oceanos.
Depois, fez florir as florestas, frutificando-as
e, acenando alegre aos ares azuis, alou as aves
inventando a brisa branda e bela no infinito.
Tudo o que Deus ia desenhando, pintando
era pra gente ficar admirando e se encantando...

Mas ainda faltava algo especial
sem o que o paraíso não seria legal...
Foi então que
o Senhor serviu-se de seu sonho sorridente!
Foi então que
o Criador criou o que mais gostou de criar:
As CrI-An-ÇaS!!!

Diz-se que naquele dia o mundo amanheceu feliz
Ficou decretado que
quem não se tornasse criança seria sempre infeliz...
A partir de então
todos os adultos passaram a ter saudade desse tempo
e por isso, o tempo todo vivem cantando, nostalgicamente,
“...eu era feliz e não sabia”.

(Para nossos filhos e afilhados)

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