XXIX - SOBRE O TEMPO DE NATAL (1)

Natal...O sonho de Deus se tornou realidade! Diferentemente dos adultos que sonham ser deuses, Ele quis se tornar criança, gente como a gente, trazendo-nos de volta a alegria e a inspiração da esperança.
Os que querem ser deuses tornam-se chatos, donos da verdade, inquisidores. Assim são muitos religiosos, políticos e outros profissionais que conheço. Impostam a voz, escrevem livros de auto ajuda, vivem dando sermões e pitos na gente, têm sempre respostas prontas até para perguntas que a gente nem fez! Não sabem sorrir! São ambulantes-viveiros-de-vaidade! Para um deles, profissional-da-fé, dediquei, em um artigo, este pensamento de Leonardo da Vinci:

" Pouco conhecimento faz as criaturas se vangloriarem
Muito conhecimento, que se sintam humildes.
É assim que as espigas sem grãos
erguem desdenhosamente a cabeça para o céu,
enquanto que as cheias a baixam para a terra, sua mãe".

Deus abandonou este projeto de poder e seguiu caminho contrário. Entendeu bem isto o poeta Fernando Pessoa:

"A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena".

É tempo de reencontrarmos com esta vida criança. Vida que nos mostra que o importante é brincar, andar de mãos dadas, sonhar...

É tempo de Natal...
Por isso é tempo de deixar renascer no coração dos homens e mulheres de boa vontade, o Pequeno Príncipe de Belém.

Rev. Carlos Alberto Rodrigues Alves

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