XLIV - DEUS E POESIA

Eu sei que não me enganei, em tudo que lhes dizia:
Deus é paz, é o amor, é a eterna poesia...”



Salmos e canções sempre chegam primeiro a nossa existência.

Como são expressões do coração, são também os responsáveis por expressar nosso “abalo metafísico” diante da vida.

Pertencem às categorias que despertam em nós o espanto primordial e o encanto, sempre essencial, frente à esfera do sagrado. Por isso nos emocionamos diante das coisas belas. A beleza é sagrada.

Teses teológicas, confissões doutrinárias e dogmas eclesiásticos são tentativas inúteis de explicar os mistérios da vida. São construções intelectuais que não entram na pele e nos poros. São inócuos experimentos para explicar o amor e a dor. Estão mais próximas das inquisições e mais distante da poesia.

“...Deus está muito além de nossas tramas verbais. Teologia não é rede que se teça para apanhar Deus em suas malhas, porque Deus não é peixe, mas Vento que não se pode segurar... Teologia é rede que tecemos para nós mesmos, para nela deitar nosso corpo. Ela não vale pela verdade que possa dizer sobre Deus (seria necessário que fôssemos deuses para verificar tal verdade); ela vale pelo bem que faz à nossa carne”.

Para quem faz da sua religião um instrumento de poder, repressão, tortura e alienação.... meu lamento dolorido!

Para quem faz da sua religião um caminho de solidariedade, bondade, ternura e amizade...meu beijo da paz e da alegria.

Carlos Alberto Rodrigues Alves

(Em homenagem ao dia mundial da Religião , 21.1.09 )



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