(LIII) DO DR. MARCOS COM MUITA AMIZADE

Carlos Alberto, irmão de fé, camarada:

De Jessé nasceu a vara, da vara nasceu a flor, e da flor nasceu Maria, de Maria o salvador, e foram nascendo meninos e meninas, até que um dia, de Seu Zito e Dona Cida nasceu um menino a quem seus pais chamaram Carlos Alberto. Oi, ai, meu Deus.

Ele começou a tanger viola de pequenino, viola cujas cordas vibravam afinadas com as de seu peito, porque o Carlos Alberto sempre soube que nas calhas de roda gira, a entreter a razão, esse comboio de corda que se chama o coração.

A ele foi dada uma estrela, a palavra. Fez dela um sol... mas, quando a palavra se fez parca para dizer o indizível, suspiros inexprimíveis, ganharam sempre a dimensão da música. Suspiros ecléticos de Amadeus e Bach — que sempre admirou, a Renato Teixeira e Almir Sater — de quem sempre as músicas cantou.

De gente como Torquemada, o inquisidor dos reinos de Castela e Aragão, e dos inquisidores de outros reinos e de outros tempos, sempre teve horror. Apontado como herege, nunca deixou de pregar a mais reta e boa doutrina, denunciando o império das verdades sem bondade e professando que crê no Espírito da Unidade, na Religião da Solidariedade, na ressurreição dos corpos oprimidos, na comunhão universal de todos os povos.

Aqueles que são flechados pelo cupido procuram o mais ilustre e festejado celebrante de casamentos de Curitiba.
E o nosso querido pastor sempre diz aos que se amam que tudo vale a pena se a alma não é pequena...O professor encontrou seu amor. Também professora de bondade, sabedoria e ternura. Como amamos aqueles a quem o Carlos mais ama, Giovani, Kauan, Giulia e Luciana!!!

Do nosso amigo recebemos reiteradamente o convite para nos tornarmos devotos do divino, para saber que a bandeira acredita, que a semente seja tanta, que essa mesa seja farta, que essa casa seja santa, que o perdão seja sagrado, que a fé seja infinita, que o homem seja livre, que a justiça sobreviva, ai, ai.

Com seu sorriso moleque, que não perde o jeito brejeiro das terras do interior paulista, nos convida, como se fosse um paulistano da gema: Joga as cascas prá lá. Ele é o nosso Jóca... Sua alegria faz da vida uma louvação.Nós, seus amigos, somos uns privilegiados. Agradecemos a graça e a providência divinas que nos fizeram caminheiros em uma mesma jornada. Agradecemos, também, as paragens tão boas como a de hoje, para celebrarmos sua vida, seus bem vividos cinqüenta e dois anos.

Curitiba, 17 de fevereiro de 2009.

Seu amigo Marcos

Nenhum comentário: