LIV - O MEU PAI ERA PAULISTA


Há um ano exatamente, meu pai foi embora.

Ele que era um músico de primeiríssima qualidade, deixou-nos e foi tocar na orquestra de viola do anjo Gabriel.

Quando a sua voz calou com a morte, seu coração seguiu cantando e fazendo poesia:

Chorem queridos! Mas não o choro do desespero! Chorem a saudade de quem sempre soube que há tempo de chegar e tempo de partir, tempo de cantar e tempo de prantear, tempo de nascer e tempo de morrer.
Recebo a amiga morte como presente.
Embora tivesse ensaiado em me assustar, ela me veio de forma branda, o que me deu até oportunidade de lembrar um verso de Tagore, que deixo para vocês:
" No dia em que a morte bater à tua porta que lhe oferecerás?
Porei diante de minha hóspede o vaso cheio de minha vida.
Não a deixarei ir de mãos vazias...”

Vejam meu velho! É só clicar no link abaixo:

http//www.youtube.com/watch?v=phUqmRzSrXI

"A saudade mata a gente...a saudade corta como aço de navaia..."

Nenhum comentário: