LXVI - SOBRE O RISO DO MEU PAI


Meu bom e velho pai, antes de ir embora, bem humoradamente me fez jurar que eu gravaria sobre sua lápide o epitáfio: "Aqui jaz alguém, muito a contra gosto".
Ainda não pude cumprir minha promessa, mas todos os dias fico a refletir sobre as razões do riso feliz daquele coração-de-violeiro . Chego a algumas conclusões e a uma indagação:

As conclusões:
- meu pai tinha um quê de curandeiro pois sabia que: “ rir é o melhor remédio”;
- meu pai tinha um quê de filósofo pois sabia que: “ o coração alegre aformoseia o rosto";
- meu pai tinha um quê de místico pois sabia que: “ o riso é o rosto mais autêntico de Deus” .

A indagação:
- Se meu pai era tão feliz assim, como seria seu semblante se tivesse ouvido a voz angélica e musical da Giulia ao exclamar: “ a tua bênção vovô”!?...

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