CLVII - A ARTE DA TOLERÂNCIA

“ Nas coisas essenciais, unidade,
nas coisas não essenciais, liberdade,
em tudo, caridade”

Parece Haikai, mas não é!
É a concepção de mundo de um bispo negro, um místico que admirava a natureza e via nela as marcas da divindade. Um filósofo que via na diversidade cultural a prova maior da civilização. Um padre-poeta que fazia rimar teologia com poesia. Seu nome: Santo Agostinho.
Em nosso mundo louco marcado por tanta intoleância religiosa, nada mais atual que o seu mini-poema-teológico.

Vejam:
Nas coisas essenciais, unidade!
Essencial é cuidar dessa casa chamada Terra e preservá-la para quem vem depois. Essencial é que seu fruto seja para todos pois Deus dá a chuva e o sol para todos.

Nas coisas não essenciais, liberdade!
As certezas religiosas que nos fazem pensar que somos deuses, as ideologias políticas que nos engessam, nossas preferências multifacetárias...

Em tudo, caridade!
Aprendi com Beto Guedes que “um mais um é sempre mais que dois”. Por isso canto e conto que, mesmo aqueles que não nasceram já são nossos irmãos. Danço nos meus versos que não é nas idéias que somos irmãos e sim quando há pão em cada mão e vinho em cada copo.

Não somos senhores do mundo e sim irmãos do universo.

(Celebrando a Semana da Unidade)

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