102 - SOBRE O VÔO 447 DA AIR FRANCE

Não sei como expressar minha solidariedade às vítimas do vôo 447 da Air France, cuja aeronave desapareu ontem, em pleno Atlântico.
Não gosto de consolo barato às custas de frases feitas.
Também não gosto de teologizar, como se fosse um procurador de Deus” sobre “Por que coisas ruins acontecem às pessoas boas!”

Diante do mistério é melhor calar. Não há respostas conclusivas.
Nessas horas penso na humanidade de Deus.
A imagem que me vem é do Cristo na cruz sentindo as dores do mundo.
A mim me resta chorar, e lembrar que Deus é humano.

Veio-me a mente o " funeral blues" do filme "Quatro casamentos e um funeral":

Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
(...)
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
(...)
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.

O resto são lágrimas..."Chorai com os que choram".


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