110 - " SÓ NA HORA DA SEDE É QUE PROCURAS POR MIM"

Apresentei recentemente a um circulo de professores de teologia um artigo sobre a música na Igreja. Veja seu título e procure-o no google: "Arabescos sobre a música evangélica contemporânea"

Meu trabalho não foi, por eles, bem recebido. Mais que isso, foi defenestrado ( do francês défenetrer = jogar pela janela). Também pudera! Neste ensaio eu critico a música-gospelina-alienada-e-insossa que atualmente se ouve nas paróquias, tanto católicas como protestantes.

Por outro lado, atendendo convite de outro grupo acadêmico, contemplei-o com o mesmo tema. A resposta, bem diferente, foi sua imediata publicação numa revista universitária especializada.

Passadas as semanas, os primeiros colegas-de-ofício, vieram humildemente, solicitar-me que as honras da publicação pudessem ser disponibilizadas, a seus favores, em relatório de trabalho afim de que o grupo pudesse ser reconhecido oficialmente por importante órgão do Ministério da Educação.

Pode uma coisa dessa? Que fazer?
Mostrando complascência com as fragilidades dos que se acham ivulneráveis, permiti-lhes a concessão. Mas não sem antes lembrar aos meus algozes, a moral da história das raposas e as uvas:
"Quem desdenha quer comprar”... Ou então, os versos filosóficos de Monsueto: “ Eu não sou água por me tratares assim, só na hora da sede é que procuras por mim”.

Contentei-me, com humildade corajosa, em lembrá-los os ditos, bem-ditos, de Leonardo da Vinci que todos precisamos vivenciar:


" Pouco conhecimento faz as criaturas se vangloriarem
Muito conhecimento, que se sintam humildes.
É assim que as espigas sem grãos
erguem desdenhosamente a cabeça para o céu,
enquanto que as cheias a baixam para a terra, sua mãe"

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