114 - VESTÍGIOS DA DIVINDADE


Desde o galáctico big bang, as impressões digitais da divindade se espalham pela vastidão do universo. As forças do Caos e do Cosmos estão em tensão permanente mas, sempre conspirando para uma sinfonia de amor!
Os ventos grávidos de amanhãs, os oceanos e seus segredos, as montanhas que apontam as nuvens que navegam nos céus, ainda que nossos olhos estejam embaçados para ver, vivem sempre desenhando os arcos-das-nossas-íris, Também os nossos sentidos, nossas paixões e nossos desejos de um mundo melhor são, contra todas as desesperanças e tristezas, vestígios de que o universo foi criado para a felicidade... Tudo tem a ver com a reflexão poética de um profeta-cantador que, mesmo em tempos carrancudos, escreveu esta bela canção sagrada:

Muito embora não haja flores na figueira,
e nem frutos se vejam nos ramos da videira;
nada se encontre nos galhos da oliveira

e nos campos não exista o que comer;
no aprisco não se vejam ovelhas

e nos currais não haja gado:

todavia eu me alegro...

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