117 - OS SENTIDOS DA BELEZA

Para o nosso planeta...

Em vez do caos-da-feiura, que insiste em permanecer , queremos o cosmo-da-beleza com suas manhãs-orvalhadas e seus entardeceres-coloridos

Para isso,

Em meio aos ruídos doloridos , evocamos para nossos ouvidos, a beleza da musica... Daquela que seja êxtase e arrebatamento!... Não dessas que defloram nossos sentimentos!

Em meio à macdonaldização do pão-nosso-de-cada-dia, evocamos para o nosso paladar, um apimentado sabor preparado por quem sabe “ afagar a terra”.... Desse sabor que nos faz saborear “a propícia estação”!... Não dessas comidas que nos indigestam , afinal, “ a pressa é inimiga da refeição”!

Em vez de um fétido cheiro-rio-tietense, presente em nossas cidades, evoco para nossos olfatos, um cheirinho de alecrim... Daquele que nos traz o suave perfume do amanhã!... Não desses que , estranhamente, dilaceram nossas entranhas!

Para nosso tato, tão desatento, evoco os prazeres da pele, os arrepios dos poros da paixão, o beijo, o abraço, o aperto de mão... Não este tão-desatento cumprimento gélido dos políticos de plantão!

Contra a beleza artificial, produzida nos laboratórios da estética televi$ada, evocamos para nossa visão, o dom de nos assombrarmos diante de coisas banais... um pequenino grão de areia, uma rebelde pipa no céu, um estonteante pião rodopiando na terra ou na ponta de um dedo...

Que o caos se faça cosmos agora e depois... e depois... e depois de amanhã!


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