139 - SOBRE NOMES E PALAVRÕES


Estória que me contaram...
Um turista passando, recentemente, pela porta do plenário do Senado escuta “vozes ferozes“ que saiam lá de dentro: "Larápio, Salafrário, Cangaceiro, Mentiroso, Vagabundo, Sem-Vergonha, Preguiçoso, Vendido..."
Assustado, pergunta ao segurança parado na porta :“O que está acontecendo ai dentro, estão brigando ?”
“Não”, responde o profissional-acostumado-ao-espetáculo: “ Estão fazendo a chamada dos presentes!”.
Tristeza à parte, lembrei-me que para os textos sagrados, o nome de uma pessoa é sua maior honra, pois é nele que está contida a memória histórica, a personalidade e a dignidade de quem o possui.
Acho que é por isso que em minha vida universitária, na hora da chamada, nunca conheci alguém que atendesse pelo nome de Hitler, Nero ou Calígula.
Mas conheço e já batizei tanta gente com o nome de :
Beatriz, “ a que traz felicidade”,
Giulia, “eterna juventude”,
Simone, “ a que sabe ouvir”,
João, “ Deus é bom”,
Sofia, “ sabedoria”.
Diz a Biblia Sagrada que “ Jesus, o bom pastor, conhece e chama as suas ovelhas pelo nome”.
Não me consta que o mestre tenha a mesma ternura em relação aos lobos!
Acho que é porque eles atendem a chamada só por palavrões...

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