142 - "HUMORTE"


Falar de vida-após-a-morte , penso não ser matéria de nossa competência, pois me parece que este é um assunto do “setor-de-administração--em-cima”.
Mas podemos falar de vida-antes-da-morte, visto que me parece que este é um assunto do “setor-de-vendas-aqui-de-baixo”.
Vai daí algumas filosofias-e-experiências que coleciono:
Minha amiga, professora Walkyria, ao assistir um ofício fúnebre que ministrei, fez o seguinte comentário: “ Puxa reverendo...O senhor fala tão bonito que dá vontade da gente morrer! (Céus!...acolha esta alma, mas no tempo certo!)
Já um outro amigo J.M. , empresário bem sucedido por estas plagas, preocupado ultimamente com seu baixo Ibope nas pesquisas de simpatia, expressou-me certa vez seu desejo último: “ Pastor...gostaria de ver com você se há possibilidade de te deixar pago para "falar-apenas-bem-de-mim" no meu enterro...!(Grandes enterro$, grande$ negócio$!)
Mais incisivo, porém, foi o confrade Edmar, diácono da Igreja: “ Carlos Alberto, na hora da morte só temo uma coisa : que me venha faltar o fôlego...!!!(Uuuufaaaa!!!)

Os "religiosos-profissionais-de-plantão" me acham irreverente! Não é nada disso! É que eu acho, que só pode brincar com a morte, quem , inspirado pelo Senhor-da-Vida, aprendeu que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena"...

(Para Zé Lima, meu-amigo-meu-guru, que cunhou a expressão "Humorte")

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