145 - SANTA FELICIDADE


É de saber notório, não disputado, que o governador Roberto Requião não é afeito a elogios. Diz-se por aqui, que quem consegue arrancar-lhe uma massagem no ego , encontrou a felicidade.
Nunca precisei dessa artimanha para o fim em vista , mas o fato é que consegui tal façanha.
Neste final de semana em Santa Felicidade! Madalosso! Casamento de um secretário de Estado...
Ao término da cerimônia, mui amistosamente, nosso alcaide-mor desceu de seu sublime trono, da mesa onde estava, e veio até o altar improvisado deste mortal-pastor:
- “A benção pastor! Quando me casar de novo você será o celebrante! Veja...Todo mundo gostou!”
Sorri-lhe com todas as honras, agradeci-lhe com todas as dignidades e respondi-lhe com uma "modéstia-a-moda-política":
Sabe o meu segredo, governador?
- falar alto para ser ouvido,
- falar claro para ser entendido,
- falar pouco para ser aplaudido.

Ele gostou e até sorriu!
Depois, convidado que fui para o jantar de gala, fiquei grato, e sem-desfeita, preferi ir para casa onde me esperavam, como na música, “a mulher e os filhinhos" ... Detalhe: "com um franguinho na panela...”.
Ali estava a verdadeira e
Santa Felicidade!

(Ao mestre-Jonas e a mãe-Valdete que fazem até da "quirerinha-com-quiabo" uma ode à felicidade)

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