147 - SOBRE "MICOS"


Quem nunca pagou algum mico... Que plante bananeira!
Confesso. Não sou nenhum Usain Bolt jamaicano mas sou um dos recordistas no quesito em pauta.
Por isso, se houver uma olimpíada para ver quem mais teve que usar a filosofia “desculpe-a-vergonha-que-passei”, sou candidato a uma medalha.
Exemplos:
Já caí muitas vezes...Minha dor maior não foi a dor-física, e sim a dor-do-ridículo.
Já fui “com-tudo” em direção a uma porta, pensando estar aberta, mas , qual-o-quê, era de vidro e estava fechada...
Já corri na rua chamando alguém que pensava ser um amigo, mas na verdade, quando cheguei perto vi que era um ilustre desconhecido...
Outras histórias reais não posso contar aqui...
Céus! Quanto vexame!
Se você está rindo é porque você é igual a mim. Portanto não se avexe. Teus problemas acabaram!
Para nossa sorte achei um companheiro de peso, Fernando Pessoa, que nos consola nessas horas.
E quem se achar acima do bem-e-do-mal , recebam os dardos inflamados de um trecho do seu Poema da linha reta :

"...Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não! São todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?"

Amigo leitor deste meu-diário-de-bordo:
Se você já pagou algum desses micos na vida, ou outros mais, fique tranquilo!
Parafraseie René Descartes: "Pago mico, logo existo"!!
(Ao Dr. Edmar Lannes, aniversariante do dia , confrade da Academia e vice-campeão na história dos micos)

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