161 - SOBRE UMA PARTIDA DE FUTEBOL

Ontem fui ao estádio de futebol.
Bom lugar para exorcizar as neuras.
Na tabela, Atlético Paranaense versus Flamengo.
Antes dos gladiadores desembainharem suas chuteiras vê-se um ritual para todos, plateia e os astros da arena:
- a execução do hino nacional (que os jogadores apenas balbuciam),
- a execução do hino do Estado do Paraná (que eles sabem menos ainda).
Depois... Um ritual religioso mais específico:
- os contendores, em círculo,com as mãos levantadas invocam aos céus o resultado positivo para seus respectivos times.
Por um momento penso: Embora seja jogo de futebol parece que querem colocar Deus numa sinuca-de-bico. De que lado Ele estará?
Ao final do jogo a resposta veio em forma de 0 a 0, e assim eu interpretei: Dado aos muitos pecados com os quais a bola foi judiada, Deus não ficou com nenhum dos lados. Ficou mesmo foi do lado da bola.
A justiça foi feita e os pecadores que nos causaram horrendo espetáculo nem pediram perdão aos vinte mil fiéis assistentes.
Quanto ao exorcismo das neuras a que fiz referência no início desta crônica, ficou para não-seI-quando, afinal, se o meu time não ganha do Mengo vai ganhar de quem?

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