196 - DIZE-ME DO QUE TE GABAS E TE DIREI O QUE TE FALTA

As palavras, muitas vezes, não revelam coisas. Escondem-nas! Aprendi isso nos livros bíblicos da Sabedoria!
Aprendi isso também com os psicanalistas da velha guarda!
A verdade está, muitas vezes, no silêncio. Ou no interdito-do-que-não-foi-dito.
Parecem-me mais claras essas verdades quando vejo “criaturas-falantes” se gabarem de suas virtudes.
Desconfio sempre dos políticos que se arvoram em ser os guardiões da moralidade. Fico sempre com um pé atrás dos religiosos que se postam de santarrões. Nunca acredito na fidelidade daqueles que precisam, desesperadamente, discursar sobre a castidade. Suspeito constantemente dos que vivem se gabando de seus votos de pobreza.
São verdadeiras verborréias!
Sei que, às vezes, minha ironia é cruel.
Mas não me sinto só nesse itinerário: Salomão disse “como brincos de ouro em focinho de porco assim é a palavra do insensato”.
Sabedoria com a qual a psicanálise concordaria e assim diria : “Dize-me do que te gabas e te tirei o que te faltas”.

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