252 - SOBRE LIVROS EMPOEIRADOS


Fiz uma limpa na minha biblioteca.
Encaixotei um monte de livros que, pretensamente, desvendam os mistérios divinos.
Livrei-me da poeira interna e da poeira externa deles.
Com vários desses livros presenteei meus desafetos religiosos.
Seus escritores não entendem os sinais dos tempos, pensam que as verdades bíblicas são verdades jornalísticas, dividem as pessoas entre as que vão para o céu e as que vão para o inferno.
Em outras palavras, suas certezas cartesianas são empafiosas como a voz daquele galo que achava que o sol nascia somente por causa do seu canto.
Deixei comigo apenas os clássicos e aqueles bons livros que me inspiram a pensar que

“... Deus está muito além de nossas tramas verbais. Nossa religiosidade não pode ser rede que se teça para apanhar Deus em suas malhas, porque Deus não é peixe, mas Vento que não se pode segurar..."

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