258 - SOBRE UM POEMA QUE GANHEI DA TILA

Não é segredo, meu primo.
Não me despi, em nenhum momento, das roupagens que fui adquirindo durante as fases da vida.
Trouxe sempre comigo a curiosidade infantil dos primeiros anos de vida e aquela alegria incontida que nos traz as novas conquistas.
"...aquela alegria ainda está comigo..."
Brinco com minha cachorra, me distraio vendo minhas gatas brincando... Ao som da minha própria voz, cantando "...marcha soldado, cabeça de papel...", marcho com meu neto pelo quintal, batendo continência.
"...e que a minha ternura não ficou na estrada não ficou no tempo presa na poeira..."
Converso com meus filhos de igual para igual...coração e mente abertos para trocas, e asseguro-lhes, sempre aprendendo mais que ensinando...
"...que esta menina hoje é uma mulher..."
E estando com meus pais e irmãos, revivo cada alegria, trazendo à tona bons momentos e tendo a certeza de que tudo "valeu".
"...e que essa mulher é uma menina que colheu seu fruto flor do seu carinho..."
Olho no espelho e gosto do que vejo. Tudo o que vivi me fez ser como sou, e sou feliz...
"...hoje eu me gosto muito mais porque me entendo muito mais também..."
Encontrei a pessoa certa para caminhar de mãos dadas comigo, lado a lado enquanto valer a pena...
"...e que a atitude de recomeçar a todo dia, toda hora..."
Sei que estou longe de ter as respostas certas (ainda bem...), mas sei também que é essa busca que faz a juventude borbulhar em minhas veias.
"...é se respeitar na sua força e fé e se olhar bem fundo até o dedão do pé..."
E assim vivendo, primo, é que descobri o "segredo do sucesso" e de "continuar jovem como sempre", como você disse...
"...que essa criança brinca nessa roda e não teme o corte de novas feridas pois tem a saúde que aprendeu com a vida..."

(Da Tila, prima maravilhosa, fazendo variações sobre um tema de Gonzaguinha. Seu belo blog: ceciliabreda.blogspot.com)

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