261 - SOBRE FELICIDADES E MASTERCARD

“Existem coisas que o dinheiro não compra”. Nem mesmo o Mastercard.
Brecht não conheceu o dito cartão, mas concordaria conosco.
Ele não acreditava em “Felicidade-no-singular”.
Mas acreditava em "Felicidades-no-plural”.
"Incompráveis". "Invendíveis".
Tanto que pintou um quadro-simples-poético-eterno-e-efêmero como é a alegria.
Nome do poema: "FELICIDADES"...

O primeiro olhar da janela de manhã
O velho livro perdido e reencontrado
Rostos animados...
Tomar um banho, nadar um pouco
A música antiga...
A música nova
Escrever, plantar...

Eu também acredito em "FELICIDADES". Minha aquarela-de-vida tem as cores que o Mastercard também não pode comprar:

A família cantando o Cuitelinho
noivos depois de vinte anos me pedindo para batizar seus filhos
O sossego de Curitiba no mês de janeiro
o tilintar de duas taças de vinho
sonhar acordado
o prazer de fazer o bem sem ter que negociar com Deus...

E tuas felicidades...Quais são? Estão à venda?

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