266 - SOBRE CAPELAS E CATEDRAIS

Cultuo o hábito de peregrinar por capelas e catedrais de Curitiba.
Algumas pomposas outras rústicas. Todas repletas de Deus.

É-me um santo remédio. Receita infalível com vistas as minhas curas interiores.

Se ali tem algum profissional da fé dando sermões eu vou embora.

Mas se há só o som do silêncio eu planto ali meu pé.

Hoje mesmo, antes das sete-da-manhã, pisei um desses locais sagrados.
Não sei a que tradição religiosa pertence aquele santo templo.

Sei que a arquitetura me pareceu espelho de uma alma peregrina. Um mosaico de mistérios góticos apontando para o Criador.
Vi lá os primeiros pingos de sol estilhaçar ternamente os vitrais coloridos.
Atingiram vitalmente o peito desta mortal criatura.
Depois ouvi um som divino ao fundo. Parecia vindo do céu. Era algum anjo arpejando acordes de Haendel.
Eu que tinha “acordado bemol”, com tudo “sustenido”, vi que o Sol maior “fazia sentido”.

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