270 - SOBRE O AMOR E COISAS ASSIM

Aos "casais-que-querem-que-eu-os-case", ou “para-aqueles-tantos-que-já-casei” repito sempre que, na eterna ciranda da vida, somos ecos de amores, desamores e reamores.
Não somos nós que temos amor. É ele que nos tem.
Drumond, para quem o amor é anti-burocrático, sabia disso e por isso assegurava:“ o amor foge a dicionários e a regulamentos vários” Daí seus mistérios, seus dramas e suas tramas.
Por isso mesmo acredito que para alguém ser feliz no casamento é preciso de algumas coisas heterodoxas:
- Saber que esse negócio de “discutir a relação” é papo furado pois que muitas vezes “é conversando que o casal se desentende”.
- Saber que romantismo é fundamental, mas fundamental também é ter um “quê”-de- ridículo pois que não existe casamento que resiste à falta de risos repletos de idiotices.
Com a palavra, o poetinha Vinícius:

Para viver um grande amor perfeito...
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista —
muito mais, muito mais que na modista!
para aprazer ao grande amor.
Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor,
é de amor, de amor a esmo;

depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

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