272 - SOBRE O CARNAVAL E SUAS MÁSCARAS

Assisti novamente um filme que me marcou nos dourados anos oitenta:Zélig, de Wood Allen.
Zélig é um personagem que se “camaloneia” de acordo com as conveniências.
Se ele está conversando com um comunista ele vira comunista.
Se ele está conversando com um judeu ele vira judeu.
Se ele está conversando com um cristão ele vira cristão.
Retrato em preto e branco do homem vazio da nossa sociedade vazia.No fundo de sua forma ele é como uma cebola, só casca!
Quer agradar a todos. A todos ele o faz infielmente.
Nos carnavais do dia a dia, , também somos tentados a viver de personas: máscaras com as quais nos metamorfoseamos ora para os gregos, ora para os baianos.
Às vezes para agradar, às vezes para fugir de nossa essência-finita-e-tão-precária, às vezes para demonstrar que estamos acima do bem e do mal.
Um dia porém, depois das purpurinas, chegará o momento em que as cinzas nos revelarão com o que de fato somos feitos.
Por isso mesmo, no filme da vida, é melhor sermos quem somos.Sai mais barato e é mais divertido.

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