296 - SOBRE A TILA, MINHA PRIMA

Hoje, quando eu chegar do trampo, vou sapatear as cordas da velha viola.
Não farei um "pax-de-deux", visto que sou caipira-pira-pora do interior.
A contradança, mais humilde, será em sessão-fumo de corda, no mais alegre ritmo da cana verde.
O “humilde-porém-singelo” recital tem razão especial.
Quero homenagear a Tila, prima que nunca se intimidou com o “Tempus Fugit”,
Aquele monstrengo que nos arrasta para a noite astral...
Sábia que é, ludibriou o tempo-Rei e convidou-o para dançar ao inspirativo som do “Carpe Diem”,
num bailado que lhe deu imunidade contra a velhice...
Afinal, a capacidade de viver a beleza-do-agora,
tem a ver com as amadurecidas e melhores violas onde ressoam os mais belos cantos da vida...
De preferência ao sabor de um velho vinho...

Parabéns prima!
Para você, as obras primas da vó Leonor, do vô Hulo e do teu tio-meu-pai-Zito,
eternos festeiros do Divino!

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