336 - SOBRE BRASIL E PORTUGAL II - A REVANCHE

Em se tratando de futebol, liturgia do povo, nem sempre o resultado é o que interessa.
Às vezes o que conta é o prelúdio, o “ meio-lúdio", e o "fim-lúdio"...
Determinados lances da galera valem mais que o gol.
É aquela velha filosofia: “ O que importa não é a chegada é a paisagem da viagem”...
Exemplo disso: Jogo do Brasil e Portugal.
Fomos assistir ao combinado-combate na casa do Edmar, pagodeiro-e-churrasqueiro-de-fina-estirpe-ISO 9004, mas que não sabe a diferença entre escanteio e pênalti.
Na galera, improvisada em seu belo-bar, alguns chutes litúrgicos que merecem registro:
- a imagem sintonizada na Globo, mas com áudio sintonizado num rádio AM...
Bela vingança-tupiniquim contra Gavião Bueno, supremo algoz de nossos ouvidos...
- a imagem de uma grávida, que em meio ao som das trombetas do apocalipse, ouviu a sugestão de nome para batizar sua filha: Vuvuzela de Oliveira Frias...
- a imagem do Cafu, que, desacorsoado, blasfemava à moda do Vicente Mateus : “quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe...”
Outras heresias futebolísticas mais...e, dá-lhe alegrias-de-traz-os-montes...
Ao final do jogo, que não acabava por falta de fim, meu compadre, o presbítero Reginaldo exclamou em tom de juízo final:
- " Ora pois, pois, mais cerveja galera.... e que empate o melhor..."
Todos brindaram com cerveja...
Quer dizer, com certeza...

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