388 - SOBRE OS BAÚS E SUAS FALSAS FELICIDADES

Há quem acredita que um dia encontrará, sem o suor de seu rosto, o baú da felicidade.
Pelé, que jogava bola de meias, encontrou-o e se tornou o rei...
Steve Jobs, sem eira-nem-beira, encontrou-o e ditou a fórmula para Bill Gates...
Silvio Santos, o camelô, não só o encontrou como o popularizou.
Para o segredo do sucesso há várias teorias:
A teoria do cavalo encilhado chamado oportunidade,
a teoria do-cara-que-nasceu-de-bunda-para-a-lua,
a teoria da esperteza-dos-ratos-e-das-raposas, melhores metáforas dos espertalhões que dizem cinicamente que " todos somos iguais perante a lei".
Crítico contumaz que sou, continuo com o benefício da incredulidade construtiva diante do sucesso cantarolado pela mídia :
Suspeito da sinceridade do “Criança-Esperança-da-Globo".
Descreio da honestidade do Dia-da-criança-com-neoplasia-do-Macdonald.

Desconfio do sorriso-virginal-da-pseudo-ingênua-Xuxa-Meneguel-e-sua-fundação-hpocritamente-benemerente.
Abomino a teologia-da-prosperidade do Edir Macedo e seus sequazes.
Nunca comprei o baú da felicidade.
Vai daí Sr. Abravanel, meu singelo pedido:
Deixe de humilhar seus tietes com os aviõezinhos-que-são-verdadeiros-golpes-do-baú.
É verdade que todos nós queremos bolsos pesados, mas o senhor deveria antes de mais nada, ensinar ao povo que na natureza não existe almoço grátis.
Continuarei, sim, a acreditar no único jogo honesto que existe. Aquele preconizado por Einstein:

"A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca 'jogue uma bola na vida'
de forma que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos”.

“ Alea iacta est” ...” A sorte está lançada”...

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