394 - SOBRE O CACHORRO DO HOMEM

Vi, ontem, um ser-sensível-e-diferenciado,
no inferno do dantesco fogaréu.
Sereno, denunciava a insanidade de seu patrão-louco.
Lá no meio da nefanda demarcação,
explodida por tamanha cachorrada-humana,
ele simplesmente sussurrava em solene sobriedade...
O ser não era um profeta real
Não era um poeta racional
não era um anjo espiritual
O ser-criatura-especial , meu Deus, era
com todas as suas dignidades, tão somente um cão,
pregando paz em meio aos latidos dos homens raiventos.

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(À propósito do Inferno de Dante que atormenta o Rio de Janeiro)

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