413 - SOBRE AS CHUVAS


Quem sabe um dia,
Essas chuvas que defloram nossos janeiros,
tornem -se para nós, cantigas de ninar...

Até lá, como filhos-das-brisas-e-das-matas,
precisamos aprender a ser mais solidários.
Até lá, como mordomos responsáveis,

precisamos aprender a arrumar melhor o chão da nossa casa.
Até lá, como viajantes espaciais,
precisamos cuidar melhor dessa nave que viaja, eternamente, entre chuvas de estrelas
.
Quem sabe, um dia...
A mãe Terra, em chuvosas lágrimas de alegria, agradecer-nos-á.

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