519 - SOBRE O NÍVER DE CURITIBA - 319 ANOS

Hoje
Curitiba colhe
mais um pinhão em
seus suspensos jardins
botânicos. Entre nostalgias
e utopias, canta a gralha azul, seu
pássaro sagrado. Um canto que resiste
em tom de banzo as desafinações da cidade:
O trânsito travado que nada sabe das carroças de
Santa Felicidade; a violência que mancha o riso de
uma aldeia que já foi cidade-sorriso; o cinturão miserável
causado pela promessa de um Eldorado perdido. Mas os cantos
da nossa ave também celebram a vida que renasce da morte:
Seu sangue mesclado nos diz que aqui é templo-planetário que se
reinventa com os cidadãos do mundo; seus pirados/inspirados
haykais universitários nos revelam que nem todos os pés se saracoteiam para
a anticulturabreganeja;
suas violas em vilas de
noites bem enluaradas,
seus vinhos, suas vinas
seu Leitequente, ainda
nos dizem que há vida
na terra dos Pinheirais
Parabéns Gralha Azul!
O canto dessa cidade é nosso.

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