447 - SOBRE O SILÊNCIO DE DEUS E A ESTUPIDEZ DOS HOMENS

Diante do inferno dantesco que nos assalta, nosso grito de socorro lembra o grito de Jesus: “Deus meu...por que nos desamparaste...”
Diante do inferno da violência que nos angustia todo dia, nossa lágrima reflete a resignação de Schiller: "Contra a estupidez os próprios deuses lutam em vão..."
Diante do inferno do Realengo que sangrou a cidade maravilhosa, nossa tristeza espelha a fragilidade narrada por Moltmann:

“Dois Judeus e uma criança acabavam de ser enforcados em Auschwitz, em presença de todos os presos. Os dois judeus morreram rapidamente. A criança, entretanto, custava a morrer. Então alguém gritou atrás de mim: Onde está Deus? E eu me calei. Depois de alguns momentos tornou a gritar: Afinal, onde está Deus? E uma voz dentro de mim respondeu: Onde está Deus? Está ai pendurado na forca”.

Senhor, estamos cansados de tanta estupidez:Que venha o teu reino!

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